Saturday, May 27, 2006

questão de material

Depois das vanguardas da metade do século 20, a idéia de “material” muda de figura. Por exemplo, a arte contemporânea discute a questão da desmaterialização dos seus signos, isto é, cada vez mais se verifica uma recusa aos materiais e suportes consagrados pela tradição das “belas-artes”. O artista contemporâneo tem a sua disposição uma grande variedade de materiais e suportes. A madeira, o bronze, o mármore, a tinta, o barro, a tela tensa na moldura, etc., já não representam elementos inescapáveis da gramática artística. A estética do precário/efêmero, trouxe para a arte os “materiais da vida”, a dose necessária de anti-arte. Aqueles materiais “eleitos”, correspondem a um tipo de arte concebida para durar além das intempéries. Os materiais e suportes tradicionais exigem do artista seu caráter de artesão, o sujeito que extrai o máximo da matéria-prima. Hoje em dia, o lado artesão começa a perder fôlego. Na academia não se fala mais em “artes visuais”, mas, antes, em “poéticas visuais”. Com isso se privilegia o design de linguagem, a idéia-imagem projetada sobre jogos esquivos de sentido em detrimento da ação física sobre a matéria cujo objetivo era guindá-la aos estratos do sublime. O pintor Volpi dizia que na realização de seus quadros a execução era fácil, complicado era o engendramento da idéia. Mas idéia, aqui, não equivale à conteúdo, a arte seria, antes, uma estrutura, uma coesão-tensão de signos, uma “coisa mental”. (ronald augusto)

Wednesday, May 17, 2006

festa de reis


acrílico sobre tela, 1999. rosa marques.

poema catalão

Hálito

Pego a régua,
a caixa de compassos
e começo a riscar
e desenhar.

Passa um pássaro e o poema acaba. (Joan Brossa 1919-1998)

Friday, May 12, 2006

akan


acrílica sobre tela. rosa marques.

festa 3


acrílica sobre tela. trabalho em andamento. rosa marques.

Sunday, April 30, 2006

sobre o trabalho de Rosa Marques

O trabalho de Rosa Marques se constitui a partir de um mergulho no fragmento e no inacabado. Expressão da vontade de discutir os limites da expressão.
A artista se mantém, portanto, rente à estética e às questões da representação que concernem ao nosso tempo.
Suas pinturas – que nos remetem mais à brevidade do desenho do que à “eloqüência” pictórica – são como que grafitos exasperados, rascantes, de uma memória porosa, perturbada por outras camadas da subjetividade.

(Ronald Augusto)


Rosa Marques vem, em princípio, no encalço dos pintores pós-impressionistas do início do século, já que aposta e mantém o apreço pelos efeitos pictóricos sensoriais mais tradicionais – óleo sobre tela, acrílico e depois os demais gradativamente a atualizá-la – discutindo, por esses efeitos, a relação da figura humana com seu entorno.
Investe no universo das emoções, das significações até uma figuração obscura do pop, comics entre outros que lhe dá atualidade e originalidade, sem perder a plasticidade inicial, seu atributo maior.

(Marilene Pietá)

Saturday, April 29, 2006

um poema de salvador/ba

sacola plástica
outra (branca) pele aditada à (pele)
branca do nabo
embaraço de verduras
varas de cana a um canto
alegorias de mão
cromado o sépia da multidão de cebolas
escalpo de milho verde
sua dourada dentadura cesário
verde masca cenouras novas
cospe o fibroso bolo a
boca de borracha da nívea máscara
destina o re
sumo aos intestinos
trapo úmido no assoalho
salgações para o vento

(ronald augusto)







Sunday, April 23, 2006



kitaj

golpes de cor

no couro vegetal
da tela defendida pela brancura

(ronald)
CURRÍCULO


Rosa Marques (Porto Alegre, 1953)


FORMAÇÃO: Bacharelado em Artes Plásticas-Habilitação em Desenho - Instituto de Artes da UFRGS, 1995. EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS: Linhas de Força - Câmara Municipal de Porto Alegre, 2002. Casa de Cultura Mário Quintana e Caixa Econômica Federal, 2001. Remanescentes e Refugiados - Casa de Cultura Mário Quintana, 1999. Pastéis e Aquarelas, Casa de Cultura Mário Quintana, 1986; Aquarela Temperas e Pastéis - Caixa Econômica Federal, 1986. EXPOSIÇÕES COLETIVAS: II Salão de Arte Cidade de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, 2000. Salão de Alunos do Ateliê, Saguão do Centro Municipal de Cultura - Porto Alegre, 2000, 1997, 1995. Galeria do DMAE, Porto Alegre,1999. Arte Ecológica - Caixa Econômica Federal de Salvador-Bahia, 1991. Arteirice - Pinacoteca de Santo Ângelo - Instituto de Artes da UFRGS, 1986. I Prêmio Pirelli “Pintura Jovem” - Hall Cívico Assis Chateubrian - São Paulo e Hotel Plaza São Rafael, 1985. OUTRAS ATIVIDADES: Painel para TV COM, Programa Falando Abertamente, 2000. Capa do CD “Os Humanos” de Ronald Augusto e Hingo Weber, 1998. Ilustrações do Livro “Através da Lógica” de Hingo Weber e Cinara Nahra, Vozes, 1a ed., 1997; 2a ed., 1998; 3a ed., 2000.

sobre a pintura

Pintar é uma forma de viver além do mero viver.

verba

uma das obras

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Rosa Marques: Bacharelado em Artes Plásticas-Habilitação em Desenho - Instituto de Artes da UFRGS, 1995. INDIVIDUAIS: Linhas de Força - Câmara Municipal de Porto Alegre, 2002. Casa de Cultura Mário Quintana e Caixa Econômica Federal, 2001. Remanescentes e Refugiados - Casa de Cultura Mário Quintana, 1999. Pastéis e Aquarelas, Casa de Cultura Mário Quintana, 1986; Aquarela Temperas e Pastéis - Caixa Econômica Federal, 1986. COLETIVAS: II Salão de Arte Cidade de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, 2000. Coletiva no Saguão do Centro Municipal de Cultura - Porto Alegre, 2000, 1997, 1995. Galeria do DMAE, Porto Alegre,1999. Arte Ecológica - Caixa Econômica Federal de Salvador-Bahia, 1991. Arteirice - Pinacoteca de Santo Ângelo - Instituto de Artes da UFRGS, 1986. I Prêmio Pirelli “Pintura Jovem” - Hall Cívico Assis Chateubrian / MASP - São Paulo e Hotel Plaza São Rafael, Porto Alegre, 1985. OUTRAS ATIVIDADES: Painel para TV COM, Programa Falando Abertamente, 2000. Capa do CD “Os Humanos” de Ronald Augusto e Hingo Weber, 1998. Ilustrações do Livro “Através da Lógica” de Hingo Weber e Cinara Nahra, Vozes, 1a ed., 1997; 2a ed., 1998; 3a ed., 2000. Desde de 2004 atua como Arte-educadora.

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